Disco Xepa

A ação Disco Xepa é continuidade brasileira da iniciativa "Schnippel Disko Soupe", organizado pela Rede Jovem do movimento Slow Food na Alemanha que tem o proposito de conscientizar sobre o enorme desperdício de alimentos que acontece em todos os países do mundo.

Dentro de uma atmosfera musical e festiva, todos são convidados a participarem da pré-preparação, para lavar, descascar e cortar legumes, frutas e verduras, cozinhar e distribuir de graça alimentos que foram coletados (em excelente condições de uso culinário) do descarte de feiras livres, supermercados, padarias e entre outros estabelecimentos comerciais de alimentos. 

O convívio Como Como realizou desde 2014 mais de 25 ações Disco Xepas em São Paulo estimulando com alegria toda a rede a multiplicar essa ideia em sua casa, escola, comunidade. Vêm construindo, junto ao Conselho de Segurança Alimentar da Cidade de São Paulo e importantes entidades relacionadas ao combate ao desperdício e compostagem municipal, políticas públicas e parcerias que visem solucionar essa questão na cidade.

 

Slow Fish

A campanha Slow Fish é considerada pelo movimento global do Slow Food uma dos 4 trabalhos mais importantes do movimento no Mundo.

Os efeitos sócio ambientais gerados pela atividade pesqueira mundial são graves. Promovem degradação numa escala avassaladora e infelizmente muito pouca gente sabe o que acontece e como seus hábitos de consumo promovem isso.

O cenário pesqueiro atual é: peixes mais valorizados cada vez menores, mais caros e desaparecendo da face da Terra;  peixes transgênicos; pesca predatória; pirataria comercial; desperdício; desrespeito a época reprodutiva de pescados; grave poluição das águas doces e salgadas;  a ruína de comunidades que se dedicam a pesca artesanal em todo o mundo.

Infelizmente a aquicultura, que é uma solução real para a manutenção de estoques de peixes valorizados que estão em vias de extinção é realizada no Brasil sem o cuidado necessário aos peixes, rios e mangues por ela utilizados o que  acaba poluindo as águas e aniquilando o equilíbrio desses ecossistemas.  

Por isso, uma vez por ano, realizamos a Campanha Desafio Slow Fish junto a rede no Brasil. Uma metodologia que conduz o cozinheiro (e restaurantes) numa aventura pelo conhecimento do consumo consciente e responsável de pescados, as comunidades de pesca artesanal e seus melhores preparos. 

 

 

Festa Junina livre de Transgênicos

A Festa Junina Livre de Transgênicos, criada pelo GT Sementes Livres do Slow Food Brasil (da qual também fazemos parte) nasceu com o propósito de servir de ferramenta de trabalho de conscientização e mobilização na questão da agricultura transgênica e elucidação de seus efeitos nocivos. A transgenia afeta a a soberania comercial de sementes livres de patente, aniquila a biodiversidade e, por algum motivo ainda não compreendido totalmente pela ciência, causa câncer e danos hepáticos e renais no organismo humano.  

Aproximadamente 90% dos milhos disponíveis para a população brasileira e ração animal é transgênica. Dos 10% livre de transgênicos produzidos, é estimado que 9% seja produção de milho convencional e apenas 1% orgânico/agroecológico. Assim, a população massiva do Brasil não tem acesso a milhos orgânicos, livres de transgenia e muito menos acesso aos belíssimos milhos crioulos, tutelados secretamente a sete chaves por pessoas que chamados de Guardiões das Sementes.

Nossa maior festa popular do Brasil, em muitas localidades, serve e estimula o cultivo e o comércio de milho geneticamente modificado  a maioria das pessoas que não tem acesso a essa informação ou que muitas vezes não dão a mínima importância para essa causa.

Criamos uma ação para trazer a tona toda essa discussão e sensibilizar a população na questão, realizamos uma festa onde todo o receituário junino foi redesenhado SEM MILHO. Tivemos pipocas, pamonhas, salgados e doces mostrando as possibilidades do uso da biodiversidade de alimentos e sua aplicação na culinária livre de transgenicos. O milho (personagem principal dessa festa) nessa festa foi posto em um altar,  e em um lindo cerimonial ecumênico celebramos as sementes com toda a sua variedade e dando a sua real importância, com a presença de índios e quilombolas, os verdadeiros guardiões das sementes.



 

Aliança de Cozinheiros Slow Food

Em 2006, mais de 1.000 cozinheiros provenientes de 150 países se reuniram em Turim, durante o Terra Madre, Congresso internacional de Associados Slow Food, para construir as bases de uma aliança solidária com os pequenos produtores de todo o mundo, tornando-se promotores e porta-vozes de uma agricultura boa, limpa e justa.

Durante o evento, foi confirmado o papel fundamental dos cozinheiros na proteção da biodiversidade agroalimentar: os cozinheiros são os melhores intérpretes de seu território e podem valorizar os produtos locais com sabedoria e criatividade, dando o devido valor aos guardiões da biodiversidade.

O projeto da Aliança entre os cozinheiros e as Fortalezas Slow Food, tem o objetivo de divulgar e promover as Fortalezas, mas também de envolver o mundo da gastronomia na batalha pela defesa da biodiversidade, estimulando os cozinheiros a estabelecer uma relação direta com os pequenos produtores.

Os objetivos da Aliança e os da Escola e do Convívio Como Como estão intimamente conectados.

Participar significa:

-Utilizar matérias-primas locais e de boa qualidade, fornecidas por agricultores, pastores, pescadores, açougueiros, padeiros e artesãos que preservam técnicas e conhecimentos tradicionais, respeitando o meio ambiente, a paisagem e o bem-estar animal.

-Valorizar as produções da região através das Fortalezas Slow Food, da Arca do Gosto, das comunidades do alimento do Terra Madre, e dar visibilidade, dignidade e o devido valor aos produtores e seu trabalho.